Historia Poli

 

Texto escrito por Oscar “Babalu” Vega – Desde 1974 jogador da Poli.

Esta foto é do time de rugby da Poli no ano de 1974. O diretor e fundador do time era o José Roberto Meireles (o Zeca, terceiro sentado de esquerda para direita), graças a ele o time da Poli participou de campeonatos universitários em São Paulo, como os campeonatos paulista e brasileiro. Naquela época seus principais adversários eram o Makenzie, Medicina USP, SPAC, Nipon, Niteroi, Rio Criket entre outros.

Já em 1975 quem coordenava o time era o Vincenzo Inglese (quarto da esquerda a direita em pé), seu irmão Marco Fabio (MF sexto da esquerda a direita em pé) e toda sua família eram os maiores incentivadores do esporte, tanto que o pai de Vincenzo comprou o primeiro jogo de camisas de rugby para o time, a famosa azul/amarela, sendo esta camisa que estamos usando na foto (desculpa, nesta época não tinha foto colorida). Nessa ocasião tínhamos jogadores em destaques, como o Ive Ves e Paulo Russo (quinto e sétimo da esquerda a direita de pé) que inclusive participaram da seleção de Rugby do Brasil.

Em 1976 Nicolas se juntou a Vincenzo na coordenação da equipe, eles conseguiram um técnico da seleção inglesa para treinar a Poli, Peter Glayser, gerente do Banco de Boston em São Paulo, que vinha aos treinos no CEPE/USP de paletó e gravata acompanhado por um motorista num carrão do banco. Nesta época novos jogadores entraram no time, entre eles os irmãos Bennet que jogaram pelo SPAC. A Poli tinha dois times, A e B, participávamos de todos os campeonatos de rugby do Brasil, universitários FUPE, paulista e brasileiro. Nos treinos da Poli tínhamos no mínimo mais de 40 jogadores treinando. O rugby nessa época teve um grande crescimento na USP, vários institutos também montaram seus times, entre eles, San Fran da faculdade de direito da São Francisco, Cefisma da Física e Matemática, além de fora da USP como a UNICAMP e times do interior como ESALQUE em Piracicaba, Bauru, Ribeirão Preto, entre outros. Jogadores como Odilon Cinamon, Rafael Urbaneja, David Petresku e Babalu (segundo sentado de esquerda a direita) eram do Cefisma que logo juntarem-se com o time da Poli.

De 1977 a 1979 quem coordenava o time era o João Setubal, entre os jogadores dessa época estava o David Stevenson quem dava aula de inglês e convidou um colega dele chamado Steve Xanthopoylos quem jogou rugby em Africa do Sul mas era grego paulista, era nosso amigo treinador que deu vida à Poli (famoso PX) nos anos 80.

Nos anos 1981 a 1988 o time foi coordenado pelo Steve, conquistamos vários campeonatos, conseguimos ganhar de times como o SPAC, Niteroi entre outros. Os times de destaque eram o Alfaville que se formou dos Nepotinos que era a união de Nipon e argentinos, o SPAC, Pasteur, Escola Técnica de SP e Bandeirantes. Nesse período grandes jogadores se destacaram no time: Otávio, Atílio Amarilla, Francisco Oliveira (Chico), Beto Cartucci (Barrica), Ricardo Morici, Plauto Diniz, Pedro Mantovani, Hernani, Edgard Malta, Paulo Solano, Guilherme Campos (Campinas), Lorena, Kiba, Beto Bocabelo, Hernani, Nabil Arida, Antonio Oberg, Fernando Salgado, Ricardo Quintero, Saulinho (chuteira de ouro), Saulão Kutner, Andre Dalari, Moranguinho, Ruy, Marcelo Souza entre outros.

A Poli exportou jogadores também. Teve um grande desfalque de bons jogadores quando foram compor o time do São Paulo Clube no Morumbi ficando somente com o time B. Tivemos muita dificuldade para treinar e ficarmos juntos, assim a Poli se juntou com o resto de outro time de rugby que era liderado pelo Trost para formar o time Rinos.

Nos anos 90 a Poli ressurgiu novamente com a coordenação do Martin se destacando por todo o Brasil.

O melhor momento do rugby é o terceiro tempo, momento onde todos os jogadores vitoriosos e não vitoriosos se encontram para comentar o jogo, como verdadeiros cavalheiros após uma disputa acirrada.

O principal legado do rugby é o companheirismo, refletido no jogo quando um jogador passa a bola oval com maior perfeição tal qual o seu companheiro receba a bola no colo encaixando no seu corpo sem que a bola escape dele.

Rugby é dedicação, aplicação e respeito. O jogador de rugby é aplicado, sempre está presente nos treinos obedecendo ao treinador, dando o máximo esforço para adquirir melhor técnica e principalmente para treinar as jogadas a serem desenvolvidas num jogo. Dedicação no esmero da chuteira lustrada e zelo pela camisa que veste.

O jogador de Rugby não se machuca e nem machuca os outros jogadores desde que esteja bem treinado fisicamente e tecnicamente. Por exemplo, a Poli treinava toda segunda, quarta e sexta feira no CEPE/USP, de segunda era uma volta da USP que era correr 7 km e treino físico, quarta era técnicas como taclear, como passar a bola, como correr a linha, como formar o Line-out e scrum. Sexta era treinos de jogadas com time inteiro. Sempre antes de todo treino jogávamos um Tuch para esquentar.

A Poli rugby sempre teve épocas senoidais, altos e baixos, continua com mesmo vigor da sua origem de 40 anos atrás. Certamente em 2017 estaremos surpreendendo novamente ao rugby do Brasil.

FOTO:   De esquerda a direita de pé;      

Luis Carlos Vago (Jacaré), Vanderlei, Camboja, Vincenzo Inglese, Paulo Russo, Marco Fabio Inglese, Ives Ves, (?), Pedro Orabonna, Cereja, Renato Refinetti.

Sentados de direira a esquerda;

Moses Benzaquem Sicsu, Oscar Vega, José Roberto Meireles (Zeca), Ricardo (Juca), (?), Marc (Frances), Silvio Goldstein.

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